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Manifesto ABEP 1º de Maio

     Neste dia primeiro de maio, dia da trabalhadora e do trabalhador, a ABEP cumprimenta a todas as psicólogas e psicólogos, docentes e estudantes de Psicologia, recordando os sentidos desse dia.

     O Dia do Trabalhador foi instituído a partir da greve dos trabalhadores de Chicago, em 1886, que nesse dia pararam suas atividades exigindo melhores e mais humanas condições de trabalho. O Primeiro de Maio foi, então, sendo difundido por outros países.

     No Brasil, a partir de 1917 o Primeiro de Maio foi comemorado como dia de luta dos trabalhadores, e em 1924 decretado oficialmente Dia do Trabalhador e feriado nacional, guardando seu caráter de luta por condições dignas de trabalho.

     A CLT – Consolidação das Leis Trabalhistas, conquista dos movimentos de trabalhadores, foi promulgada por Getúlio Vargas em Primeiro de Maio de 1943.

     Neste ano de 2019, lembramos essa história para pensar nos grandes desafios que estamos enfrentando: a precarização das relações de trabalho, que produz índices crescentes de desemprego; a ameaça de reforma da Previdência, que retira direitos do povo trabalhador e na prática inviabiliza suas chances de aposentadoria; retrocessos e redução de serviços na saúde pública e na saúde mental; propostas e medidas nefastas na educação brasileira, como o projeto escola sem partido, a proposta de educação domiciliar, a militarização das escolas públicas, entre outras.

     No ensino superior, temos convivido com ataques governamentais às Universidades Públicas, por meio cortes de verbas, ameaça de redução de financiamento para cursos da área de Ciências Humanas e para Universidades que se colocam criticamente diante da realidade, CPI nas Universidades Públicas Paulistas, promessa de “lava jato” nas Universidades Federais, fechamento de Institutos Federais, aprisionamento de reitores de Universidades Federais, ameaças e perseguição a professoras/es, demissões em massa em Universidades Privadas, expansão irresponsável da Educação a Distância, perda de autonomia didático-científica e de pensamento.

     Atualmente no Brasil a ciência em todos os seus campos e áreas tem sido colocada em dúvida, desqualificada, em nome de ideias obscurantistas e fundamentalistas. Todos esses ataques, sem dúvida, afetam o trabalho de nossa categoria e a formação em Psicologia.

     Ensinar e estudar Psicologia é antes de tudo um exercício de conhecimento, pensamento, reflexão e construção de novos saberes. Demanda condições de trabalho, estudo e pesquisa e autonomia didático-científica. Compreender as subjetividades em sua relação com o contexto social, cultural, histórico implica necessariamente pensar o conjunto de práticas e relações que produzem sofrimento psíquico e impedem o pleno desenvolvimento, o sentimento de bem-estar e a expectativa de justiça.

     Como pensar e fazer psicologia hoje no Brasil num contexto de redução de campos e condições de trabalho, de perseguição ao pensamento científico, a docentes e discentes e ameaças ao livre pensamento e à livre expressão de ideias que contradizem um senso comum e um discurso oficial marcados por preconceitos e violências?

     Essas inquietações, preocupações da ABEP, que defende uma formação de qualidade ética e técnica, com compromisso com aquilo que ensinamos, com a sociedade, com nossa ciência e com nossa categoria, não nos paralisam. Ao contrário, impelem-nos a trabalhar e atuar cada vez mais na defesa da Psicologia, de nossas e nossos docentes e estudantes.

     Que neste primeiro de maio guardemos viva a história desse dia, a lembrança de nossas lutas, com a consciência da importância de juntas/os enfrentarmos os ataques e defendermos com ética a nossa Psicologia e nossos princípios. manifesto-abep-primeiro-de-maio-2019

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