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BOLETIM Nº 7 – 2017

 

 

 

ABEP fala da Crise nas Universidades Públicas  Brasileiras em seu boletim nº 07-2017, acompanhe também as representações da Diretoria no link:

http://www.abepsi.org.br/boletim-no-7-2017/

CRISE NAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS BRASILIERAS: UM PRODUTO À VENDA

Passada a primeira metade do ano de 2017, é cada vez mais frequente presenciarmos constantes ataques às conquistas de direitos sociais implementadas nos últimos anos. Mais recentemente, temos presenciado, no discurso da crise, o avanço da agenda do mercado, que promove o sistemático desmonte das universidades brasileiras, quer nos cortes de financiamento no campo científico, como vem ocorrendo no CNPq, quer nos cortes diretos às Universidades Federais e Estaduais, comprometendo gravemente a já difícil realidade de produzir conhecimento, de fazer ciência neste país.

Tal contexto ganha contornos ainda mais sérios no campo da Educação, da Psicologia e demais áreas de Ciências Humanas e Ciências Sociais, onde os investimentos, que já eram menores do que em outras áreas, agora praticamente inexistem.

Na esteira do sufocamento financeiro e institucional, em diferentes níveis do contexto educacional, além dos cortes em financiamento Científico, assistimos a um forte e sistemático desmonte de universidades estaduais, juntamente com cortes nas universidades federais, que expõem a gravidade do comprometimento sobre a sustentabilidade da Educação, nos mais variados níveis.

 A seriedade desta situação sustenta uma forte preocupação com o dia a dia de estudantes, dado que linhas de financiamento também são alvos dos interesses do mercado, de cortes e reformulações para lá de duvidosas, em praticamente todas as linhas de financiamento, seja no FIES, no PROUNI, explicitando a política de governo a favor dos interesses econômicos, marcados pela exploração sistemática e depredação estrutural de direitos fundamentais, em especial a Educação e a Saúde.

As evidências quanto aos claros interesses de mercado expõem uma política de investidas contra a Ciência Nacional, contra a produção de conhecimentos, contra a construção de saberes não colonizados e especialmente alinhados aos contextos afro-latino-americanos emancipados, contra a formação de profissionais qualificados, éticos e críticos, com condições de contestar essa corrente deterioração dos direitos sociais.

A crescente organização de movimentos que pregam “liberdade”, nos moldes de uma perspectiva de mercado, são em grande parte apoiadas pela mídia, que, não por acaso, quase nunca apresenta pontos de vistas contrários, assumindo seu papel de forma distorcida e tentando impedir a reflexão e a crítica, prestando um desserviço à sociedade. Mais uma clara violação de direitos fundamentais.

As agendas econômicas de exploração têm, no campo da Educação, seu lugar estratégico para assegurar a massificação do ensino e da formação, a serviço dos interesses de provimento de uma mão de obra desinformada, acrítica e subserviente, se adapte à já aprovada e “moderna” reforma trabalhista.

Se o discurso é o da “crise”, da economia de recursos públicos, por certo não é o da inteligência e ampliação de horizontes, mas da violação de direitos em prol da manutenção da exploração e da produção da violência de Estado. 

Tempos difíceis, que nos convocam para uma forte resistência….  uma resistência que construa consensos, que cuide do Ensino e da Formação.

 A ABEP tem trabalhado, ocupado e participado dos espaços que nos permitem construir alternativas para as resistências e os enfrentamentos cada dia mais necessários para a ampliação e manutenção de direitos no cenário da Educação Superior, em especial na área da Psicologia.

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